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20 de dezembro de 2011

O debate na TV Goiânia

Aconteceu ontem, na TV Goiânia, um debate com o tema "Respeito aos Animais", no programa Sobre todas as Coisas, com a participação do Projeto Hammã.

Participaram do debate a nossa presidente, Meibel Pereira Veríssimo, o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde e Ambiente Dr. Luis Elias de Camargo, e o juiz criminal Dr. Jesseir Coelho de Alcântara. O tema, apesar de bastante abrangente, acabou se limitando aos maus tratos a animais silvestres e principalmente domésticos, como cães, gatos, cavalos e aves, e cada um dos convidados expôs suas opiniões sobre diversos assuntos. Obviamente, o caso recente da enfermeira Camilla Corrêa, que matou uma cadela da raça yorkshire em Formosa-Go, foi um dos mais comentados durante o programa, e todos - convidados e telespectadores (via Twitter) - puderam mostrar seu ponto de vista sobre esse crime hediondo que chocou a sociedade brasileira.

Meibel Pereira, no camarim da emissora, ainda conseguiu apadrinhar um gatinho.

Houve alguns pontos de discordância entre os convidados; no entanto, na maior parte da discussão, todos concordaram sobre quase todos os aspectos dispostos sobre a questão dos maus tratos aos animais domésticos. Foram apontadas: falta de estrutura da polícia civil para lidar com essa questão, penas leves demais para crimes graves cometidos contra esses animais, a irresponsabilidade de boa parte parte da população ao lidar com seus próprios animais, entre tantos outros que fizeram os convidados comentar de forma unânime sobre a situação atual da aplicação da lei de crimes ambientais 9.605/98.

Da esq. para dir..: Luiz Elias (DVSA), Meibel (Hammã) e o juiz Jesseir Coelho.

O programa Sobre todas as Coisas deu uma ótima oportunidade para se debater algo que faz parte do nosso cotidiano, mas que, assim como crimes contra a mulher, contra crianças, entre outros, acaba ficando impune por falta de denúncia. Foi proveitoso também por fazer cada convidado convocar os envolvidos nessa questão - tutores de animais e poder público (Executivo, Legislativo e Judiciário) - a assumir suas devidas responsabilidades. O saldo final foi bastante positivo e esperamos que outras iniciativas deste tipo se repitam.

15 de dezembro de 2011

CCZ de Goiânia retoma o programa de adoção

O CCZ DE GOIÂNIA VOLTOU O PROGRAMA DE ADOÇÕES DE CÃES PEQUENO E MÉDIO PORTE-VACINADOS,VERMIFUGADOS E CASTRADOS. NÃO PERCAM ESSA OPORTUNIDADE DE DIVULGAR AO MÁXIMO,A SUA INICIATIVA PODE SER A ÚNICA CHANCE DELES.

Lembrem-se da história de Black que devido ao longo tempo de permanência no CCZ, acabou por contrair a Cinomose que lhe tirou a vida.

Esses animais estão disponíveis no Centro de Zoonozes de Goiânia. O Centro de Zoonoses fica na rodovia GO 020 Km 5 - saída para Bela Vista, segue passa o Autódromo, fica na entrada a esquerda depois (ao lado) do cemitério Parque Memorial (tem uma pequena placa indicando) telefone: 3524-3130 - das 8 hs às 17 hs.

Alguns dos cães aguardando uma nova família no CCZ de Goiânia.

Vamos explicar como é a vida de um animal no centro de zoonozes:

São capturados nas ruas e quando isso acontece o animal entra em profundo estado de estresse, que consequentemente faz com que sua capacidade imunológica caia deixando seus agentes de defesa sem nenhuma resistência.

Então vamos recapitular: Eles estão "num centro de zoonozes". E o que é um centro de zoonozes? Zoonozes são doenças de animais transmissíveis ao homem, bem como aquelas transmitidas do homem para os animais. Os agentes que desencadeiam essas afecções podem ser microorganismos diversos, como bactérias, fungos, vírus,etc. E devido à desproteção de seu organismo, a tendência é que os pequenos errantes contraiam uma doença,já que estão aonde está o foco das diversas.

Com a cirurgia de castração a imunidade do animal cai mais um pouco devido as dores e o desgaste do pós operatório, e muitas vezes quando ocorre a adoção, o animal está com a doença incubada e só irá se manifestar depois de alguns dias.


PORTANTO é importante que ao retirar um animal do canil municipal, seja realizado um exame de HEMOGRAMA com um veterinário competente e confiável e se o HEMOGRAMA acusar qualquer doença,mesmo que seja anemia,deve-se fazer o tratamento da doença,que na maioria das vezes é bem simples e então REVACINAR o animal,preferencialmente com vacina importada que imuniza o animal com maior eficácia.Vacinas em animais doentes,não surtem efeitos, não imunizam.

Não espere que se manifeste uma virose para tomar providência. Algumas viroses podem ser fatais levando o animal à morte e em grande sofrimento.

2 de dezembro de 2011

O rottweiler Black se foi...

Há um mês todos do Projeto Hammã, assim como nossos amigos e colaboradores, vem acompanhando a história e a luta do cão Black contra suas enfermidades. E hoje, infelizmente, esse guerreiro nos deixou, após lutar bravamente, há mais de vinte dias, contra a Cinomose que havia contraído. Confira sua história clicando aqui.


Viemos então confirmar a morte de mais uma vítima inocente. Vítima da indiferença, da negligência, da falta de sensibilidade, enfim, vítima do maltrato humano que ele sofreu em alguma etapa da sua vida. Black entra hoje para uma triste estatística, que só quem é do meio da proteção animal conhece bem: ele passa a ser mais um número na estatística dos animais atingidos por ações prejudiciais de seres humanos. Não é o primeiro - e nem será o último.

A luta pela vida do cão Black envolveu várias pessoas, muitas delas colaboradores e simpatizantes do nosso trabalho. Pessoas que de alguma forma nos ajudam a pelo menos diminuir as injustiças cometidas contra seres que estão entre nós, humanos, somente para nos ensinar a amar e a respeitar o próximo. E gostaríamos de agradecer imensamente desde já todo o apoio que nos foi oferecido por cada uma dessas pessoas, que sensibilizadas pela história de  Black, nos ajudaram a arcar com as despesas do tratamento deste rottweiler. Com certeza, em algum lugar neste momento, ele deve estar agradecendo a todos que lutaram pela sua vida aqui neste mundo.

Esperamos que o caso do cão Black sirva como exemplo na luta contra o abuso, a negligência,  a displicência e a violência no trato com animais. Lembre-se: ninguém é obrigado a ter ou gostar de um animal; mas, se resolver criar um, passa a ser responsável pelo seu bem-estar, estando sujeito às penalidades previstas pela Lei 9605/98. E todos nós estamos de olho.

Descanse em paz, garoto.

Hammã,
grupo de proteção animal.


25 de novembro de 2011

A história do rottweiler Black

Há cerca de três semanas o rottweiler abandonado pelo dono e recolhido pelo CCZ-GO entrou para a lista dos protegidos do projeto Hammã.

Entre as paredes frias das celas desse lugar, encontramos Black.Deitado num estado totalmente apático, tendo como compania uma grande manifestação de moscas... e por mais que o chamassemos, ele não esboçava nenhuma reação. Nem seus olhos se moviam. Um detalhe foi decisivo para seu resgate pelo Hammã: a prancheta que relatava "Cão doente entregue pelo proprietário para eliminação".

Sensibilizada, Meibel, presidente do projeto Hammã, resolveu retirá-lo da sua prisão e inevitável pena de morte. Após alguns dias de "negociação", a saída dele foi autorizada. Conseguimos convence-los a não eutanasia-lo e esse acordo se arrastou por dez dias, até que enfim buscamos Black.

O cão Black, resgatado por Meibel do Hammã no CCZ-GO.

Na sequência, o Black foi encaminhado a uma clínica para iniciar a reversão do seu quadro clínico caótico.

O cão, que parecia saber que ia morrer e aguardava seu momento com muita resignação, dentro do carro já tinha brilho, uma expressão de vida e gratidão. Foi direto para cliníca onde os exames acusaram febre de 41.5ºC , babesiose (virose) e conjuntivite.

Seguiu para o canil onde deu continuidade ao tratamento,em dois dias ele teve uma recaída voltando ao estado febril. Retornamos à cliníca onde ficaria mais alguns dias aguardando um lar temporário.

Infelizmente, na clínica, recebemos a notícia de uma crise convulsiva - sugestiva de virose e sintoma de cinomose.

Desde então o Black segue em tratamento para tentar resistir à cinomose que o acompanhava desde que o resgatamos,contraida durante sua estadia no CCZ. Depois disso o quadro cliníco dele ficou oscilante entre convulsões e estabilidade. Parou de se alimentar, contudo não apresentava estado vegetativo definitivo - o que nos levou a optar pela alimentação parenteral e troca da medicação.E ele tem reagido as novas medidas. Ele precisa da alimentação parenteral até que volte a se alimentar sozinho,a custa da diária com esse cuidado são de R$250,00 pagos todos os dias.

Diante desse quadro clínico, Allysson Falcon, voluntário que cuida do cão Black, desabafou para seus contatos no Facebook:

"Hoje, quarta 23/11, visitei o Black no Hospital Veterinário Santa Clara por volta das 11 da manhã. Ele continua evoluindo, levantou a cabecinha e me procurou quando ouviu minha voz, bebeu um pouco de água. Pela manhã ele já havia comido um pouco de ração em lata. Continua recebendo soro e alimentação parenteral.

A melhora dele de domingo para hoje é muito grande, pensei que o perderíamos no domingo, mas graças a Deus ele continua lutando e quer muito viver. A fraqueza dele vem da doença propriamente dita, mas também existe perda muscular. Estamos lutando agora para ele sobreviver contra a cinomose, depois virá a fase de fisioterapia, ele terá de praticamente reaprender a andar.

Mas acreditamos em Deus e não vamos abandonar o BLACK.

Agradeço a todos no Hospital Veterinário Santa Clara por tudo que tem feito pra salvar o Black.

Peço a todos que sensibilizaram com o caso do Black que doem o que puderem, qualquer quantia, os custos diário só da alimentação parenteral dele são altíssimos.

FORÇA BLACK, estamos com você rapaz... "

O projeto Hammã continua precisando de doações para custear o tratamento do rottweiler Black e tentar salvar sua vida. Caso você queira ajudar-nos, faça um depósito na seguinte conta:

Banco do Brasil
Ag 3229-8
CC 33246-1
Meibel Pereira Veríssimo

ou procure o atendimento da Clínica Santa Clara no seguinte endereço:

Rua C-231 n. 717, quase esquina com T-09, no Jd América (em frente o posto de combustíveis Halley).

Se conseguirmos sustentar o tratamento do Black e ele tiver força para resistir à doença, com certeza teremos uma grande vitória para anunciar em breve.

28 de outubro de 2011

27 de outubro de 2011

A adoção da pitbull Xuxa

Xuxa, a pitbull resgatada pelo Hammã, que era utilizada pelo ex-tutor na prática de "rinha", finalmente teve o final digno que todos nós tanto aguardávamos: foi adotada por uma nova família!

A cadela pitbull Xuxa em seu novo lar.
A cadela derrubou o preconceito humano e demonstrou toda sua docilidade para sua nova tutora, que não resistiu e decidiu adotá-la como novo membro da família. E a relação entre ambas está ótima.

A adotante seguiu todos os passos do processo de triagem com bastante dedicação e acatou todas as solicitações e precauções sugeridas pela presidente do Hammã, Meibel Pereira, oferecendo toda a estrutura necessária para a criação de Xuxa em sua casa. "Fui visitá-la dias atrás e vi que é cercada de carinho e cuidados. Desde a escolha e armazenamento de sua ração, como também qualquer alteração no organismo dela", afirmou Meibel.

Parabéns, Xuxa... desejamos toda felicidade para você e sua nova família!

Grupo Hammã.
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