Sua virose é contagiosa para outros animais, logo ele precisa de uma casa ou um espaço isolado de outros animais, tipo confinamento. Alguém que tenha realmente olhos no coração porque ele não está bonito; está horrível e precisa de cuidados delicados, medicação na hora certa, alimento e água fresquinha, além de muito carinho. aliás, este último é o que pode salvar a vida dele.
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27 de novembro de 2010
Bella está alegre novamente!
Uma bella história que, assim como todos esperávamos, teve um final feliz. A cadelinha Bella, retirada das ruas há um pouco mais de um mês pelo Projeto Hammã, foi adotada! Parabéns pela iniciativa dos seus novos donos e a todos que se empenharam para que esse final feliz acontecesse.
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FINAL FELIZ
26 de novembro de 2010
O lado negro do comércio de animais
Fábrica de Filhotes: Abusando dos Cães para Esquentar o Comércio de Filhotes
Aqueles filhotes de cães e gatos, fofíssimos, que ficam nas pet shops à venda, são difíceis de resistir, não é mesmo? Mas uma rápida olhada em como essas lojas obtém os animais revelam um sistema na qual o preço que o consumidor paga pelo "cãozinho na vitrine" é pouco perto do sofrimento dos animais.
Aquele adorável filhote, provavelmente veio de uma "fábrica de filhotes", um lugar onde não se há controle algum sobre a reprodução dos animais. Não é difícil de encontrar um lugar assim: pode ser um vizinho que tem uma cadela "linda" e quer acasalá-la para "ganhar dinheiro".
Resultado: filhotes que não têm nenhum controle genético, podem carregar alguma doença hereditária e a cadela mãe que não tem descanso: é colocada para acasalar todo cio, ou seja, duas vezes por ano. Algumas até permanecem trancafiadas. Muitos sequer levam os animais ao veterinário. A maioria dos animais (filhotes e adultos) não é socializada. O resultado disso é que muitos filhotes acabam sendo abandonados depois de semanas ou meses, pois os donos ficam frustrados com o animal que adquiriram, aumentando ainda mais a população animal das ruas, tornando-os expostos aos maus-tratos, à fome, ao frio.
Gaiolas, Sujeira e Negligência
Nas fábricas de filhotes os animais ficam em pequenas gaiolas feitas de madeira e arame, cabines de pick-ups ou simplesmente amarrados a uma corda. Como já foi dito acima, as cadelas acasalam duas vezes ao ano e geralmente são sacrificadas quando não conseguem mais ter filhotes. As cadelas e suas crias geralmente sofrem de má nutrição, não têm sequer um abrigo e não têm atendimento veterinário nenhum.
Os filhotes são separados da mãe e vendidos, sendo então colocados em gaiolas e levados às pet shops. Essas viagens podem ser de centenas de quilômetros em pick-ups, trailers, caminhões e/ou aviões, sem comida, água, ventilação, abrigo e espaço para se exercitar. Muitos filhotes chegam a ficar superaquecidos e morrer de calor. Mesmo que uma pet shop jure de pés juntos que não pega os animais de fábricas de filhotes, há grandes chances de que compre de pessoas que têm ligação com essas fábricas, vendendo seus filhotes.
Os filhotes que sobrevivem às condições anti-higiênicas das fábricas de filhotes e ao péssimo transporte até as pet shops raramente conhecem o contato humano que tanto é necessário para se tornarem bons animais de estimação. Por não gastar dinheiro com alimentação adequada, abrigo e cuidados veterinários, as fábricas de filhotes têm um lucro altíssimo.
As condições não melhoram muito quando os filhotes chegam às pet shops. Cães que são mantidos em pequenas gaiolas sem exercícios, amor e contato humano tendem a desenvolver comportamentos indesejáveis e podem latir excessivamente ou se tornar destrutivos e anti-sociais. Diferentemente de sociedades protetoras, as pet shops não se preocupam com o futuro dos filhotes. A falta de leis nesse sentido permitem que as pet shops continuem a vender animais doentes, embora a polícia algumas vezes consegue fechar essas lojas quando se descobre que os animais sofrem de abusos e maus-tratos.
Fábricas e "corretores" fazem grandes negócios
Em algumas dessas fábricas os cães não têm uma cama para dormir e nem proteção contra o frio ou contra o calor. Alguns possuem feridas que não foram medicadas, infecções na orelha e abscessos nas patas. O confinamento e a solidão, algumas vezes, deixam as cadelas loucas.
Existem milhares de "criadores" e de negociadores pelo país, o que gera um movimento grande de dinheiro.
A angústia das raças puras
Algumas pessoas compram cães de determinadas raças por impulso e na maioria das vezes as pessoas sequer lêem a respeito da raça ou estão prontos para o compromisso e as responsabilidades de se ter um animal de estimação. Filmes como 101 Dálmatas e Beethoven, programas de TV como Frasier e comerciais como o do Taco Bell causaram um boom de popularidade de certas raças e, ainda, a maioria dos donos sabem quais são os cuidados necessários da raça que ele comprou. "Toda vez que Hollywood faz um filme de cachorro, aquela raça se dá mal". Quando aumenta a procura por determinada raça, as fábricas de filhote entram em ação e produzem centenas de filhotes daquela raça. Mas, quando o Jack Russell Terrier não é nada parecido com o "Eddie" de Frasier ou o São Bernardo não age como o "Beethoven", os abrigos e CCZs lotam de cães dessas raças, que foram abandonados por seus donos.
A solução para isso seria os verdadeiros criadores castrarem os filhotes que seriam vendidos como pet, ou seja, como animais de estimação. Aqueles filhotes com qualidade para reprodução e exposição não seriam castrados mas, se vendidos, a responsabilidade de sua criação seria do criador, e não do dono. Os compradores, também, não devem comprar de pet shops, mas sim, de criadores sérios. O preço é mais caro, mas, como diria o ditado: o barato sai caro. Nas fábricas de filhotes, os cães são criados para quantidade, e não qualidade, então doenças genéticas e problemas de comportamento que passam de geração para geração são bem mais comuns nesse tipo de criação. Essa situação resulta em contas de veterinário altíssimas para as pessoas que compram esses cães, além de a probabilidade de se ter cães com desvios de comportamento e anti-sociais ser maior. Os treinadores afirmam que nessas fábricas não há a menor consideração a respeito do temperamento do animal. E, no final, as pessoas ou abandonam os animais por não corresponderem ao que queriam ou, simplesmente, os sacrificam.
Inspeções inadequadas
As fábricas de filhotes raramente são monitoradas pelo governo e não existem leis que a proíbam. Cabe a nós mudar essa situação, pelo bem dos animais, não comprando filhotes de pet shops.
Procurando por um companheiro canino
Com milhares de cães e gatos abandonados (incluindo os de raça) morrendo anualmente nos CCZs, simplesmente não existe razão para que os animais se reproduzam e seus filhotes sejam vendidos pelas pet shops. Sem as pet shops, as fábricas de filhotes tendem a desaparecer e o sofrimento dos cães irá acabar. O melhor lugar para se encontram um amigo animal é em um abrigo, em feiras de adoção ou no CCZ da sua cidade.
Denuncie!
Maltratar animais é crime. Logo, quem comete abusos e maus tratos contra animais é criminoso. Denuncie! Saiba como denunciar clicando aqui.
Fonte: PETA - www.helpinganimals.com
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ARTIGOS
25 de novembro de 2010
Urgente! Cão José precisa de ajuda!
Na noite de ontem, dia 24/11, o cão José foi resgatado em Goiânia em condições precárias de saúde (para saber mais sobre o cão e seu resgate clique aqui). Encaminhado a uma clínica veterinária, José agora luta para se manter vivo. E sua ajuda, caro leitor, é de extrema importância neste momento! Por favor, colabore com o tratamento do cão José fazendo uma doação em dinheiro na seguinte conta:
Banco do Brasil
Ag.: 3229-8
C.C.: 33246-1
Todos do Projeto Hammã agradecem desde já a sua compreensão na solução deste caso.
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NOVIDADES
A história do cão José
Oi queridos,
Aos poucos eu venho deixando de escrever. Não sei se por apatia da alma ou por tempo consumido em tarefas diversas. Hoje ao participar a situação do Projeto Hammã à uma amiga, ela me deu o seguinte conselho: escreva. Só assim existirá a chance de compartilhar suas preocupações e sentimentos. De forma que estou tentando novamente.
O programa de envio já está ficando na classe dos "arcaicos", dando problemas, emails indo direto prá lixeira, os dois últimos que enviei não obtiveram retorno, enfim,uma série de motivos que desmotivam e um único que alimenta: a causa.
O fato é que ando bem sobrecarregada, penso que estou com todo meu emocional já muito vulnerável depois de três anos totalmente imergida em tudo que abrange o trabalho de proteção. Animais, contas, divídas, eventos, captação de renda, ações diversas, etc. Contudo continuo nessa marcha incessante, sempre buscando o afago divino de Deus, aprendendo que amor é a palavra que liberta.
Interessante que a gente vive a ilusão, penso que todos os protetores são assim, de que um dia a gente não vai se surpreender, que a coisa vai andar por uma rota normal, como o dia de ontem, como tudo que a gente vê todos os dias, tudo que escutamos e não haverá surpresas, a emoção será a mesma. Lêdo engano! A cada caso, um desgaste profundo é causado. Uma dor imensurável, um pavor ao horror assistido, à covardia aplicada, à preocupação que assola com compromissos feitos.
Vivemos uma rotina bem descrita numa música de Renato Russo, Metal contra as Nuvens, que fala coisas assim: "É a verdade que assombra/o descaso que condena/a estupidez o que destrói/tenho os sentidos já dormentes/essa é a terra de nínguem/sei que devo resistir/eu quero a espada em minhas mãos."
Deixem eu contar a história de José, resgatado das ruas ontem. Demos esse nome à ele por causa da história de José do Egito.
Ele já havia sido visto uns dois dias antes por uma amiga do Projeto, que sempre participa de alguns casos e ajuda como pode. Ela ligou e disse que ele estava muito magro e achava que não sobreviveria muito tempo, era perambulo nas ruas. Fui até ao local, procuramos por ele e ele apareceu... sujo, esfarrapado, ferido, maltratado, amargo, tinha sede e fome, seus olhinhos já não pediam mais nada, tanto fazia, nada podia ser pior que aquele estado brutal. Era um peregrino no inferno. Já não havia mais nada depois de dias perambulando em um estado de morto-vivo, sem nenhum acalento, se desviando dos olhares de repulsa, sem ajuda, sem amor, sem carinho. Trazia uma coleira e um fio de energia amarrado e cortado, dando a impressão que em algum momento ele fugiu, talvez ainda acreditando que sorte melhor teria fora do confinamento. Fiquei tão horrorizada com a cena,que por um breve momento pensei se talvez eu conhecesse alguém capaz de deixar um animal amarrado naquela condição e eu não soubesse disso! Será meu Deus que eu digo bom dia a alguém tão desprezível e que faz isso?
Tentei uma possível aproximação, mas o pavor já havia lhe tirado qualquer crédulo, várias tentativas sem sucesso, até que depois de uma verdadeira maratona (caminhamos kilometros) na tentativa de laçar o menino, com direito à todo tipo de sofreguidão que por seu medo muitas vezes quase entrava debaixo de carros em movimento, uma criança com a bondade de seu coraçãozinho conseguiu acuá-lo. Ele esbravejou, sacudiu, avançou com o pouquinho de resistência que lhe sobrara, até que se acalmou. Pedimos água e comida para um morador, e José sentou, comeu, bebeu como um rei. E depois se entregou ao cansaço em cima de uma tábua velha como se fosse uma cama. Então fui avaliar seu estado. Tinha a musculatura do crânio afundada, feridas por toda parte, uma tão profunda na cauda que pensamos que seria necessário amputá-la, secreção nos olhos, perda de coordenação motora, anorexo, todo um quadro que sugeririria o fim da vida. Os sintomas descritos são de Cinomose, contudo, ele estava lúcido e se alimentando. Achamos por bem tentar. Ligamos para todos os contatos possíveis para que um carro o transportasse... essa parte foi a mais difícil, ficamos por duas horas aguardando ajuda, até que chegou, o internamos, fizemos os exames e ele está no soro, comendo como um touro e pedindo agora prá viver.
No processo de resgate passei perto de seus dentes por duas vezes, claro que isso me causou um certo receio. Hoje quando fui à cliníca, vi que a mangueira do soro estava enroscada em sua pata.Ainda com receio, tentei tirar devagar, sem assustá-lo,e para minha grande surpresa e emoção, José levantou sua patinha e me ofereceu num gesto de reconhecimento e gratidão.
Então, sei que boa parte aqui conhecem essa qualidade do cão e já tiveram o prazer de desfrutar dela. E sabem também que ela sempre se apresenta em momentos que a gente precisa aprender de bondade.
Lembrei-me de Salomão em seu último momento, pedindo lugar nos meus braços,e Hulk antes de falecer me dando a cabeça para um afago.. .(estamos falando de animais de comportamento agressivo). Acho que eles sabem das coisas.
Bem queridos, é isso.O pedido de hoje não é diferente dos passados. Precisamos da sua ajuda. O canil não terminou de ser pago esse mês. Daí a coisa vai ficando "cabulosa". Os exames nos deram esperanças, a veterinária que o acompanha está otimista, fato que nos tranquiliza em muito por saber que nossos animais são assistidos por profissionais que colocam a vida acima do lucro. Algumas pesquisas nos deram outras alternativas paralelas como acupuntura e nós temos certeza absoluta de que se houver a ajuda necessária... essa vida será nossa!
Hoje vou terminar seguindo as opiniões inteligentes de Renato Russo que traduz bem o momento vivido com José ontem:
"...e de pensar nisso tudo,eu homem feito tive medo e não consegui dormir."
Grande beijo em todos e fiquem com Deus.
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CRÔNICAS DE MEIBEL
24 de novembro de 2010
Participe!
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NOVIDADES
23 de novembro de 2010
Final Feliz
O trabalho do Projeto Hammã é árduo e pesado, porém, seu resultado é extremamente gratificante! Não há nada melhor do que ver a alegria de todos os envolvidos - cães e gatos, seus novos donos e voluntários do Projeto Hammã - diante de um final feliz para a história tão sofrida que a maior parte dos animais abandonados têm... Veja abaixo alguns exemplos de animais adotados graças aos esforços do nosso projeto:
Hammã, o pastor alemão que dá nome ao projeto, foi resgatado no centro de Goiânia.
Max, retirado do CCZ e vivendo atualmente nos EUA.
Torresmo, resgatado após atropelamento, foi recuperado e adotado.
Maylon, abandonado pelo primeiro dono por não ser um Pit Bull, foi adotado com a ajuda do nosso projeto.
Shitara, com síndrome do pânico, antes de ser resgata no CCZ pelo Projeto Hammã...
... e depois, recuperada e adotada. Final Feliz!
Nos ajude a mudar a realidade de vários cães abandonados, sujeitos a todo tipo de maus tratos nas ruas, para que cenas como estas possam se repetir mais vezes. Saiba como colaborar com o Projeto Hammã clicando aqui.
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